Despedida
Por mim, e por vós, e por mais aquilo
que está onde as outras coisas nunca estão,
deixo o mar bravo e o céu tranqüilo:
quero solidão.
Meu caminho é sem marcos nem paisagens.
E como o conheces? - me perguntarão.
- Por não ter palavras, por não ter imagens.
Nenhum inimigo e nenhum irmão.
Que procuras? Tudo. Que desejas? - Nada.
Viajo sozinha com o meu coração.
Não ando perdida, mas desencontrada.
Levo o meu rumo na minha mão.
A memória voou da minha fronte.
Voou meu amor, minha imaginação...
Talvez eu morra antes do horizonte.
Memória, amor e o resto onde estarão?
Deixo aqui meu corpo, entre o sol e a terra.
(Beijo-te, corpo meu, todo desilusão!
Estandarte triste de uma estranha guerra...)
Quero solidão. Cecília Meireles
Não costumo postar outras autorias, mas, esta foi inquestionável em mim, não pude negar.
Estas palavras acima me descrevem mais do que eu mesma alguma vez já consegui.
Não sei aonde vou, só sei que não estou perdida.
bjux genteem' comentem se quiserem.
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Sentia que tu não tinhas interesses pelo que eu dizia, assim, minhas palavras foram se calando e meu bom humor não é nada mais que disfarce para algo que está gritando dentro de mim, mas, que não permito deixa-lo sair, ninguém precisa me conhecer obscuramente, também ninguém se importa...
terça-feira, 21 de junho de 2011
quinta-feira, 16 de junho de 2011
Apenas saudades
Hoje senti saudades
Saudade de memórias, bons momentos, de amigos, de alguém.
Lembrei dos teus sorrisos, caretas engraçadas, do doce olhar e como sorria quando olhava para mim, do gosto de tua boca, lembrei de como era confortável estar com você, de suas palavras.
Senti saudades e o meu pensamento só buscava você. Sei que não tenho este direito, mas, é tão difícil esquecer alguém que só se quer amar.
Pude sentir o teu perfume que já era lembrança - pois, me persegue desde o dia em que te toquei pela primeira vez - mas , com mais força, o aconchego dos teus braços, ah! Pobre de mim.
Real e imaginário, curto e longo, forte e fraco, bom e ruim, senti saudades por ter sido com você. Enfim, fim, e eu nada posso fazer, pois te amo e você sabe, mas , não se importa.
Pobres sonhos os meus, jamais tornar-se-ão reais.
Ai ai... diz o poeta: _ Apenas devaneios da alma. ![]() |
A saudade veio, e logo depois foi embora... Mas a solidão é sempre tão presente! Pobre de mim,talvez um dia seja feliz. |
quarta-feira, 15 de junho de 2011
Minha liberdade é intangível. Talvez, no fundo, cada homem seja livre.
Alma insurgente pairando no ar,coração encontra-se emaranhado,nostalgiado, e não consigo encontrar livre-arbítrio em como a humanidade vive. Nasci pré-meditada a atualizar “programas” instalados em mim – chamam-no de características – talvez não seja injusto.
Meu momento é a lágrima, a solidão, a descrença. Em um mergulho profundo nas águas da vida, me vejo totalmente presa as frustrações antigas, mágoas desconhecidas, e beijo minha alma e me afogo em devaneios, choros, sentimentos mal resolvidos.
Sofrer é meu instante, não conheço mais a arte de ser feliz, a janela da minha alma está escura e a ventania não me deixa respirar, só vejo um jardim seco, tudo parece tão morto.
O único sentimento que me toma,são os devaneios, saudades de um tempo – não me lembro qual – que fui feliz,e poder ver nos olhos de “Romeu” o brilho de minha presença.
Apenas passado, apenas mágoas da saudade.
Alma insurgente, coração emaranhado.
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