Há
um tempo eu tinha total certeza de cada passo e cada palavra que saia de minha
boca e era exposta sobre este terreno tão imundo.
Aprendi
com os meus mestres a ser superior a qualquer injustiça governamental, a ser
questionadora e dona do meu próprio destino. Tinha uma certeza incondicional,
um desejo de crescer e fazer com que todas as injustiças do mundo se findassem
diante de um novo tempo, não conseguia entender o porquê os adultos
simplesmente não esqueciam aquilo, não entendia o porquê a economia era tão importante
para um país, às vezes até mais que o seu próprio povo. A cada dia que passa,
sinto como se fosse escarrado em minha face o descaso, a falta de respeito com
o cidadão.
Dizer
o que penso me custou muita coisa, a hipocrisia do ser humano ultrapassa
barreiras mais fortes do que as barreiras físicas criadas para conter pensamentos
opostos. Criar crianças em uma atmosfera “democrática”, onde eles serão “obrigados”
a se vestirem como seus ditos colegas, serão “obrigados” a arrumar seu cabelo, “obrigados”
a seguirem religiosamente hipocrisias, a estancar uma ferida com nosso próprio
sangue, serão obrigados a votar sem mesmo saber o que estão fazendo.
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